Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica Especialista em Endometriose, Mestre e Doutor em Clínica Cirúrgica · CRM PR 22590 · RQE 2911 · RQE 844
Conteúdo técnico para pacientes que querem entender o diagnóstico com precisão.

Endometriose profunda é a forma mais grave da doença, na qual o tecido endometrial infiltra mais de 5 mm abaixo da superfície dos órgãos — podendo atingir intestino, bexiga, ureteres e, em casos mais raros, o diafragma. Ao contrário da endometriose superficial, ela exige abordagem cirúrgica especializada e, frequentemente, equipe multidisciplinar atuando no mesmo ato operatório.
A cirurgia é indicada quando os sintomas comprometem significativamente a qualidade de vida — dor pélvica crônica, dor na relação sexual, alterações intestinais e urinárias — e não respondem ao tratamento clínico, ou quando há comprometimento de órgãos como intestino e bexiga. Cada caso é avaliado individualmente, com base em exames de imagem específicos e na clínica da paciente.
O cirurgião oncológico tem formação voltada para cirurgias pélvicas de alta complexidade, frequentemente comparadas, em nível técnico, às grandes cirurgias de câncer. Isso importa na endometriose profunda porque a doença pode comprometer múltiplos órgãos simultaneamente — e a remoção completa das lesões exige domínio cirúrgico que vai além da ginecologia geral.
É possível iniciar o processo de avaliação de forma online — análise de exames e histórico clínico — para que a consulta presencial seja mais objetiva e direcionada. Apenas a preparação cirúrgica e os procedimentos são presenciais. Para pacientes de outras cidades, o Programa Concierge oferece suporte de logística e acompanhamento remoto durante a recuperação.
Nenhum procedimento cirúrgico garante ausência de recorrência — e qualquer comunicação que afirme isso estaria fora da ética médica. O que a cirurgia especializada, associada ao acompanhamento multidisciplinar do Programa Cuidado 360°, faz é maximizar as chances de resolução duradoura: remoção completa das lesões, reabilitação do assoalho pélvico e manejo da sensibilização central do sistema nervoso, que sustenta a dor mesmo após o procedimento.
